2ª Etapa
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2ª Etapa / Mértola - Odemira / 182,8 km / 21 março
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Mértola

Com vestígios que remontam ao Neolítico, o Concelho de Mértola apresenta, atualmente, sítios arqueológicos que nos permitem regressar ao passado sem a ajuda da máquina do tempo. As escavações arqueológicas iniciadas em finais da década de setenta e as informações recolhidas no início do século pelo arqueólogo Estácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam. Edifícios de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique a presença dos romanos na então Mirtilis e na Mina de S. Domingos. Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.


A adopção do catolicismo
Com a adopção do catolicismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).
Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a IX, que atestam a presença dos visigodos neste território, onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por todo o Concelho.

com a invasão dos povos do Norte de África, liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica, passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo. A excepcional posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível identificar com clareza as habitações com os seus vários compartimentos, os tradicionais pátios centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este, o período de maior dinamismo da urbe, Mértola apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode conhecer dessa época.

No final do século XIX, com a descoberta do filão mineiro em S. Domingos o Concelho, em especial a margem esquerda do Guadiana conhece uma nova época de prosperidade, caracterizada principalmente por um acentuado crescimento demográfico. Em finais da década de cinquenta e à medida que a exploração mineira diminuía a crise social e económica instala-se nos que dependiam directamente e indirectamente da Mina. Em 1965 a Mina encerra definitivamente e a depressão económica assola centenas de famílias, que para assegurarem a sua sobrevivência são obrigadas a ir para a zona da grande Lisboa e estrangeiro.
Nos anos oitenta a Vila de Mértola começou através da arqueologia a descobrir e a conhecer melhor o seu passado e a transformar esse imenso património em factor de desenvolvimento económico e cultural.

Aliado a um extenso património cultural, o Concelho de Mértola possui uma riqueza ambiental, cinegética, cultural e desportiva que constituirá a médio prazo um motor de revitalização da economia local, através da aposta num turismo sustentado em que as entidades locais participem activamente.
Mértola e toda a área envolvente do Vale do Guadiana são territórios de excelência para a observação de aves. Com uma vasta dimensão geográfica, o concelho apresenta uma diversidade de habitats e acolhe por isso uma grande variedade de espécies de aves. A presença física e imponente do rio Guadiana marca fortemente a paisagem e as escarpas elevadas que ladeiam as suas margens o refúgio perfeito para espécies ameaçadas como a cegonha-preta, abutre-preto, a águia de Bonelli, a águia-real ou o bufo-real. Estas áreas rochosas são também o habitat ideal para a andorinha-das-rochas, a andorinha-dáurica e o melro-azul. Nas vastas áreas de planície ondulada os céus são dominados pelos voos da águia-imperial-ibérica e dos grifos. Neste habitat de estepe é frequente a presença da abetarda, do sisão do cortiçol-de-barriga-preta ou do Tartaranhão-caçador. Ao longo das estradas e caminhos é frequente o avistamento da cegonha-branca, da poupa ou da pega-azul.

Na vila de Mértola ocorre a última colónia urbana de uma espécie bastante rara e ameaçada – o peneireiro-das-torres. Na Mina de S. Domingos, nas ruínas do antigo complexo mineiro nidifica o andorinhão-cafre, espécie africana muito rara na Europa e restrita a áreas da Península Ibérica de características semidesérticas.

 

Odemira

O povoamento do concelho é bastante remoto, como o provam os numerosos vestígios de culturas anteriores à romanização e os testemunhos das culturas posteriores.

Odemira tem várias versões. A versão lendária sobre a origem do nome remonta à altura da sua povoação árabe: um alcaide mouro, de nome Ode, habitava o castelo com a sua mulher, uma moura encantadora, como todas as outras mouras das lendas populares. Quando esta viu chegar as tropas cristãs, terá gritado: “Ode, mira para os inimigos, donde vêm sobre nós“, tendo estado este aviso na origem do nome Odemira.

A região terá sido habitada desde tempos remotos, desconhecendo-se, contudo, a sua origem. Aqui estabeleceram-se vários povos, entre os quais se destacam os romanos e árabes, que marcaram os usos e costumes das gentes da região. A reconquista de Odemira foi tardia e realizada, pensa-se, pelos frades guerreiros da Ordem de Santiago; em 1238, toda a região do Alentejo (incluindo Odemira) estava nas mãos dos cristãos.

Odemira, situada perto do limite do troço navegável do rio Mira, ergue-se num local dominante sobre este, constituindo-se como centro aglutinador de uma vasta região. Reflete, assim, um modelo territorial comum no sudoeste da Península Ibérica: uma povoação relativamente recuada em relação à linha de costa, mas que a ela tem acesso por via fluvial, controlando economicamente uma área circundante relativamente vasta, neste caso a bacia do Mira. 

 

 

Mapa
Percurso
Alt. Percurso / Parcours
» Km Km » 39 km/h 41 km/h
Concentração / Rassemblement: Mértola - Av. Aureliano Mira Fernandes
10:00 10:00
Partida Simbólica / Départ Fictif: Mértola - Av. Aureliano Mira Fernandes 4.4 11:20 11:20
Rotunda à dta. p/ Rua Dr. Afonso Costa, Rua Dr. Serrão Martins, À dta. p/ Rua Alves Redol, À dta. p/ Lisboa - Bombeiros, N122, Rua José Carlos Ary dos Santos, Rotunda à dta. p/ Av. Aureliano Mira Fernandes (Passagem pela Partida!), Rotunda à esq. p/ Lisboa, N122
115 Partida Real / Départ Réel: N122 (junto ao marco nº 48)
0 182.8 11:30 11:30
180 À esq. p/ Castro Verde, N123
8.2 174.6 11:42 11:42
189 Separadores (S.J. Caldeireiros) em frente
18.5 164.3 11:58 11:57
217 Concelho de Castro Verde 21 161.8 12:02 12:00
187 Separadores (Salto) em frente, N123
25.3 157.5 12:08 12:07
208 Separadores (Geraldos) em frente, N123
36.5 146.3 12:26 12:23
239 Rotunda em frente - Castro Verde (placa)
38.6 144.2 12:29 12:26
246 Rotunda em frente
38.9 143.9 12:29 12:26
250 Rotunda à dta. p/ Aljustrel, N2
39.1 143.7 12:30 12:27
245 Rotunda em frente p/ Aljustrel, N2
39.5 143.3 12:30 12:27
251 Meta Volante - Castro Verde (junto aos Bombeiros)
40 142.8 12:31 12:28
204 Concelho de Aljustrel 49.1 133.7 12:45 12:41
160 Rotunda em frente p/ Aljustrel, N2
60.1 122.7 13:02 12:57
170 Rotunda em frente p/ Rua de Olivença
60.8 122 13:03 12:58
178 À esq. p/ Odemira, Av. da Liberdade
61.1 121.7 13:04 12:59
198 Meta Volante - Aljustrel
62.1 120.7 13:05 13:00
197 Rotunda à dta. p/ santiago do Cacém, N261
62.2 120.6 13:05 13:01
69 Cruzamento à dta. p/ Santiago Cacém - Alvalade, IC1
80.7 102.1 13:34 13:28
56 À esq. p/ Alvalade - Cercal, N261
83 99.8 13:37 13:31
65 Alvalade, rotunda em frente p/ Santiago do Cacém
84.1 98.7 13:39 13:33
72 À dta. p/ Santiago do Cacém - S. Domingos, N261
84.8 98 13:40 13:34
77 À esq. p/ S. Domingos, N390
98.1 84.7 14:00 13:53
78 S. Domingos, N390 Início abastecimento / Ouverture du Ravitaillement 98.4 84.4 14:01 13:54
140 À dta. p/ Vale de Éguas, M553
106.5 76.3 14:13 14:05
134 Vale de Éguas 108.8 74 14:17 14:09
134 À esq. p/ Sonega
108.9 73.9 14:17 14:09
128 Freguesia de Cercal do Alentejo 112.4 70.4 14:22 14:14
169 Cruzamento (N120) em frente p/ Sonega
116 66.8 14:28 14:19
177 Sonega 117.3 65.5 14:30 14:21
179 Cruzamento à dta. p/ Sines, N120-1
117.6 65.2 14:30 14:22
19 Cruzamento á esq. p/ Porto Côvo, M1109
129 53.8 14:48 14:38
11 Rotunda em frente p/ Porto Côvo, M1109
130.4 52.4 14:50 14:40
28 Meta Volante - Porto Côvo
137.9 44.9 15:02 14:51
28 À esq. p/ Rua Conde Bandeira - Sul Algarve
138.2 44.6 15:02 14:52
33 À dta. p/ Sul - Algarve
138.3 44.5 15:02 14:52
34 À esq. p/ Sul - Algarve, M554
138.4 44.4 15:02 14:52
71 Rotunda à dta. p/ Vila Nova de Milfontes, CM1072
140.9 41.9 15:06 14:56
70 Pouca Farinha 142.5 40.3 15:09 14:58
70 Fonte Mouro 143.6 39.2 15:10 15:00
69 Freguesia de Vila Nova de Milfontes 146.1 36.7 15:14 15:03
69 Ribeira da Azenha 146.8 36 15:15 15:04
64 Brunheiras, rotunda à dta. p/ Odemira, N390
154.6 28.2 15:27 15:16
57 Rotunda em frente p/ Odemira
156.2 26.6 15:30 15:18
41 Rotunda em frente p/ Odemira, N393
157 25.8 15:31 15:19
56 Separadores (Furnas) em frente p/ Odemira
160.4 22.4 15:36 15:24
50 Rotunda (Longueira) em frente p/ Odemira, N393
165.9 16.9 15:45 15:32
59 Separadores (Cavaleiro) em frente p/ Odemira
168.4 14.4 15:49 15:36
69 Separadores (Zambujeira) em frente p/ Odemira
171.8 11 15:54 15:41
96 Separadores (Malavado) em frente p/ Odemira
176.5 6.3 16:01 15:48
118 Portas de Transval, rotunda à esq. p/ Odemira, N120
178.1 4.7 16:04 15:50
24 Odemira 180.5 2.3 16:07 15:54
16 Ponte s/ Rio Mira, à esq. p/ Lisboa
180.9 1.9 16:08 15:54
11 Rotunda (Árvore metálica) à dta. p/ centro
181.3 1.5 16:08 15:55
40 Em frente p/ Rua Cândido dos Reis
181.8 1 16:09 15:56
68 Rotunda à esq. p/ Escola Profissional
182.3 0.5 16:10 15:56
76 À dta. p/ Escola Profissional
182.7 0.1 16:11 15:57
76 Meta Final / Arrivée: Odemira (junto à Escola Profissional)
182.8 0 16:11 15:57
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Resumo 2ª Etapa

Nem a investida da W52-FC Porto, a nove quilómetros da meta e em concreto de Raúl Alarcón já na aproximação à meta, foi capaz de travar Enrique Sanz que venceu a etapa e mantém a Camisola Amarela Crédito Agrícola.

Audio
Enrique Sanz - Vencedor Etapa 2